Blog do escritor Ferréz

Deus foi almoçar em matéria especial no Estadão de Segunda Feira

Deus foi almoçar em matéria especial no Estadão de segunda-Feira Salve, dei entrevista para o jornal Estado de S. Paulo, e nessa segunda estará nas bancas, trazendo no caderno Sabático, uma matéria especial sobre o meu terceiro romance, que será lançado dia 3 na livraria Cultura, e no dia 6 no Sarau com Elas, na rua Grisson, a 50 metros do metrô Capão Redondo. !dasul agora com loja virtual - www.1dasul.com.br O que é 1DASUL??? Identidade Cultural e atitude Somos uma marca que cria e produz cultura de periferia com foco na transformação social. Nossa missão é fomentar a economia da periferia através da produção e comercialização de produtos culturais. Fundada em 1999, a 1dasul foi, desde o início, uma marca desenvolvida por talentos urbanos. Seu nome vem de sermos todos 1 pelo mesmo ideal. A marca, com o tempo, se tornou uma resposta do Capão Redondo para a violência, provando que lutamos por um lugar melhor. Temos agora nosso próprio símbolo: o logo da 1dasul tem o ideal de ser o brasão do nosso povo. A grife 1daSul, por meio do Instituto 1daSul, patrocina quermesses, festas comunitárias, shows e grupos de hip-hop, além de oficinas e palestras literárias, e ajuda a manter projetos sociais na Zona Sul de São Paulo, como a Ong Interferência, que hoje educa 168 crianças. Por isso, quando pôr a 1DASUL no corpo, saiba que você está vestindo uma ideia de mudança; você está somando para a autoestima do nosso povo. Nossa história. No dia 1º de abril de 1999, Reginaldo Ferreira da Silva iniciou as atividades de sua loja de confecções, focada em artigos como camisetas e bonés. Nascido na periferia de São Paulo, abriu sua loja no bairro do Capão Redondo. Escritor premiado da chamada "literatura marginal" – por ser desenvolvida na periferia – deu a si mesmo o nome de Ferréz, o “ferre” do Ferreira de Virgulino Ferreira da Silva - o Lampião - e o “z” como homenagem a Zumbi. O pseudônimo resume sua forma de ver o mundo, na medida em que Lampião e Zumbi foram frutos da sociedade e por ela massacrados. Como a periferia vive uma síndrome fundamentada nos dois personagens, Ferréz acredita que só unindo as forças da comunidade será possível combater a violência e a pobreza. Inspirado por esse ideal, criou a marca iniciando com 1, o "um" da unidade da comunidade. O nome vem da ideia de todos sermos um, na mesma luta, no mesmo ideal, por isso somos todos um pela dignidade das periferias. Com o tempo, a marca se transformou, respaldada pela própria comunidade, numa forma de congregar seus ideais e servir como resposta do Capão Redondo à violência que é creditada a toda a região. Com a união em torno desse símbolo, surge um sentimento de orgulho e de pertencimento, e se fortalece, na comunidade, a luta por um lugar melhor para se viver e pela diminuição da violência. É uma forma de criar um marco de esperança. A ideia de criar uma a marca surgiu como alternativa ao uso de marcas comerciais sem representatividade da periferia. Essa foi a inspiração original; o negócio surgiu depois. Sobre o logotipo, Ferréz explica: “Nós, brasileiros descendentes de escravos e índios, nunca tivemos um símbolo de nossa linhagem. O logotipo da 1daSul em forma de fênix e com o número 1 em destaque é uma forma de termos nosso próprio brasão e ele tem esse sentido de juntar a periferia. O brasão tem sentido de unidade e traz a ideia de um povo que se une para lutar pela preservação da sua cultura”. Fugindo de filosofias vazias, com slogans falsos, a 1daSul é consistente com o que prega, e um dos pontos dessa caminhada foi transformar-se em empresa social, tendo a intenção de dividir os lucros com os funcionários. Além disso, os produtos são fabricados na periferia e alguns deles, como é o caso dos bonés, bordados à mão e remunerados acima do preço de mercado. Do ponto de vista cultural, a marca, que serve de bandeira da cultura da periferia, patrocina quermesses, festas comunitárias, shows de hip-hop, além de oficinas e palestras literárias, ajudando também a manter projetos sociais na Zona Sul de São Paulo. É Ferréz quem comenta: “a 1daSul em si só já é um projeto enorme, de autoestima, de usar algo que tenha a ver com a pessoa. Quantas e quantas vêm de fora para usar algo que tem valor; isso é plantar autoestima todo dia. Temos as oficinas de costura; geramos o dinheiro localmente e ainda temos uma ONG que mantemos com a marca. Fora isso, investimos em marketing com talentos daqui, como o Lords of Krump, equipe de dança com meninos daqui, shows de rap e quermesses”. Crescendo por meio do boca-a-boca, sem presença em grandes veículos de comunicação, a 1daSul abriu sua segunda loja, na Galeria do Rock, centro de São Paulo. Agora, com a inauguração do e-commerce, vendas por atacado e perspectiva de novas lojas, a luta da 1daSul chega cada vez mais longe.

2 comentários:

Xitão disse...

Olá Ferrez.
Sou professor, moro em Piracicaba/SP e pretendo participar do lançamento do seu livro. Qual é o endereço da Livraria Cultura?
Abraço!
Washington

Xitão disse...

Olá Ferrez, sou professor, moro em Piracicaba/SP e pretendo participar do lançamento do seu livro. Qual o endereço da Livraria Cultura?

Abraço!

Washington