Blog do escritor Ferréz

Os mesmos (texto inédito)

Os mesmos

Chegaram, em cartazes, folhetos, banners, TV, rádio, boca-a-boca.
A eleição da canalhocracia tem seu início, meio e fim.
Temos que escolher, optar, garimpar, pesquisar, enquanto a mídia fica a todo tempo tocando a mesma música, editada pelo sistema democrático.
Temos que votar.
Você escolhe seu futuro.
É sua chance de mudar as coisas.
Entre frases fáceis, sorrisos falsos, maquiagens fortes, discursos vazios e apoios hipócritas, o povo que está tão longe tem que escolher.
A culpa pega forte, votar em nulo, é desperdício? Vai para outro candidato?
A resposta é não, voto nulo é nulo, não pode ir para ninguém, não é computado em nenhum candidato, é uma escolha.
Escolher, temos que escolher entre velhos decréptos a beira da morte, ou promessas de mudanças de rostos iguais, de filhos, netos, sobrinhos, irmãos, que no fim são os mesmos com suas promessas sempre cheirando a mofo.
Os artistas em massa se candidataram esse ano, vendem sua carreira as vezes conquistada com tanta luta, talvez por motivos financeiros, ou simplesmente pela vaidade, vai saber no fim o que motiva a alguém estabilizado na vida artística a querer ser deputado, talvez vontade de mudar algo?
Você também sente ânsia ao ouvir o discurso empolado, difícil, não direto e abrangente, mas resumido.
- A família, justiça, Saúde!
O vômito é inevitável para quem sabe um mínimo do que acontece na vida real.
Postos de saúde sem ao menos um curativo.
Hospitais com senhas de atendimento que demoram 6 meses.
Falam, esbraveja, latem que vão fazer mudanças.
Sim, na vida deles haverá mudança, ao manipular um cargo tão vantajoso.
Dentro disso o menos mal é o palhaço que faz seu papel, que desde a origem do mundo é isso, ridicularizar.
Só que agora a piada não tem tanta graça.
Greve de professores, aposentadoria sendo ameaçada, transporte público em colapso, juventude afundando nas drogas, debate racial, cotas, crise na universidade pública, favelas sendo queimadas, polícia exterminando.
O riso não sai, os olhos enchem de água, você digita o voto, não agüentou tanta propaganda para fazer isso.
Seu direito.
Seu dever.
Agora não precisa sequer tirar o título eleitoral.
Não tem direito a não ir, não tem o dever de saber a verdade e é sua responsabilidade se o palhaço errar.
Vou votar com nariz de palhaço pois é o que sou se der meu voto para algum deles.
Tentamos enxergar alguém transparente nessa festa suja de slogans fáceis como o diálogo de novela.
É eleição, digite Kaos, fome e ignorância, escolha o palhaço, mas veja sua face triste, morfética, suja, veja sem a maquiagem, ele está no camarim contando o lucro da risada.

Mas os nossos motivos ainda são os mesmos, tentar alertar, não deixar tantos cair no buraco da facilidade do sorriso vazio, da promessa falsa.
Porcolíticos, ratocessores, troxeleitores.
O homem que não é de todo de natureza má, deixa os veículos de comunicação por ele julgar.
Esquece o ônibus lotado, o posto de saúde inútil, a falta de policia realmente comunitária, as filas imensas quando é para receber e o pronto atendimento quando é para pagar.
Olhando, não vejo nada, caminho sem estrada, mágoa, alienação, discursos sem alma, ternos sem pó, sapatos com solados sempre limpos.
Tudo é espetáculo, você corre não para você, mas para todo mundo.
Onde está o amor do pai que usa a foto do filho assassinado na campanha? Onde está o amor do artistas que expõe os filhos adotados para ganhar votos? Onde está o carinho do artista que pede seu voto para o marido, que nunca sequer discutiu política na vida?
Da minha parte, fica uma certeza, não vou contribuir com vagabundo nenhum.
Meu voto é nulo. Conscientemente nulo.

Ferréz é datilógrafo.

18 comentários:

Thiago Domenici disse...

Tô publicando lá no Nota de Rodapé, amigão. Abraço, Thiago Domenici

Diguinho disse...

O Senador Eduardo Suplicy leu esse texto ontem no senado, e foi demais. Meus parabéns. Acompanhei o surgimento de tudo que você faz, e a evolução é notável. Fiquei impressionado com a perfeita retratação do cenário político que sempre vivemos com a mesma equivalência da eleição anterior. Eu cresci vendo Quércias, Sarneys, Barbários, Paloccis, Dirceus, Inácios, roubando e fudendo nosso país, e até hoje, 28 anos depois, eles continuam lá. MEU VOTO TAMBÉM É NULO!

Abs, Rodrigo Gimenez Noguera

japao disse...

sumemo ferréz!!!
texto foda mano!!!
eleições indigestas.
"...e todo mal que nos assola é uma alíquota
Cujo montante principal é a política..."
abço

eliane disse...

Cara, se eu disser que seu escrito é belo, estaria fazendo alusão a uma beleza que existe nas palavras, mas não na realidade.
Se eu disser que concordo em gênero, número e grau, estarei 'chovendo no molhado', porque quem discordar de sua fala, realmente vive no 'mundo da lua'... Então, limito-me a dizer: meu voto também é nulo, primeiro porque não muda nada; segundo, porque não vou contribuir com tanto descaramento e hipocrisia...

Renato disse...

Pô Ferrez, embora defendendo o seu direito de opinião não concordo com elas. Anular o voto e jogar tudo no mesmo buraco. É classificar todos como desqualificados e não posso acreditar que um cara lúcido como você pense realmente assim. de fato tem muita gente oportunista, calhorda, mal intencionada, gatunos e simples estúpidos mesmos que almejam uma parcela do poder para "se arranjarem na vida". Mas não dá para negar que exista gente de bem. Pessoas que se doam para aliviar a dor e as necessidades do seu próximo. Aliás, assim como você, com sua literatura de guerra, sua contra cultura seus empreendimentos, outros buscam por outros meios que estão ao seu alcance, o mesmo objetivo. Enfiar tudo no mesmo saco das sacanagens, é um recurso à medida dos sacanas e filhos da puta - deixo claro que não penso que seja o seu caso - que habitam o ZS, a ZL, ZO Higienópolis, Lisboa Tokio , Nova Iorque enfim, o mundo e que, sabendo-se filhos de uma grande puta acham que todos o são também. Alijar-se anulando o voto é não estar nem aí para a situação é não tomar partido algum quando, no seu caso, o partido já foi tomado. Anular o voto é não querer assumir responsabilidade é deixar o lance rolar, e se piorar que se foda. Não Não votei mesmo. É o discurso fácil. Pelo menos mais fácil do que investir tempo e ter disposição para ler sobre os candidatos, conhece-los, escolher e, principalmente, acompanhar o seu desempenho ao longo dos anos em que ele o irá representar. Dá trabalho, e muito mas, na minha modesta opinião, não têm, pelo menos eu não vislumbro, outro caminho. Acho que temos sempre que provocar as pessoas no sentido de elas terem e fazerem valer sua propias opiniões. Nasci e fui criado ai no São Luis e apesar da pouca instrução dos meus pais e irmãos sempre discutimos, brigamos - tenho uma irmã que é malufista - e tentamos trazer mais gente para participar, debater e, sobretudo agir, contra o que nos atormentava, e a favor do que aliviava nossas vidas.
Como menosprezar a estrutura do poder que rege nossa vidas? Antes de nos afastarmos delas acho que as temos de tomar em nossas mãos, via participação democrática, e trabalhar para que as pessoas aumentem e aprimorem seu discernimento e sejam cada vez mais sujeitos da sua própria história. Não vejo outra forma de se derrubar o imenso muro das desigualdades que assolam nosso país senão por esta via. Estas eleições marcam um ponto, uma transversal na qual dois projectos absolutamente distintos se contrapõem. De um lado um projecto, que só mesmo os de má fé, o que têm interesses escusos, os fascista e hipócritas não reconhecem. De outro um projecto que ninguém sabe o que é mesmo mas que tem uma historia pregressa de menosprezo por tudo quanto não represente seus próprios interesses. Infelizmente SP ainda continua sendo um reduto daquilo que de mais reaccionário existe no BR. Tenho tranquilidade para afirmar isto pois aí nasci e fui criado. Há muito tempo que os caras que ocupam o poder na locomotiva do Brasil estão a se cagar para o povo. Os poucos projectos que foram contra isso tiveram vida curta graças a este pensamento.
Acho que àqueles que têm uma perspectiva, visão e acção de luta têm uma grande responsabilidade e não devem furtarem-se a ela. Vamos a luta com todas as nossas armas porque, na construção de um país mais justo, esta é só uma das muitas lutas que ainda temos de lutar.
Um salve, desde Lisboa, para voce e para toda gente de valor aí da ZS.
Valeu!

Renato disse...

Pô Ferrez, embora defendendo o seu direito de opinião não concordo com elas. Anular o voto e jogar tudo no mesmo buraco. É classificar todos como desqualificados e não posso acreditar que um cara lúcido como você pense realmente assim. de fato tem muita gente oportunista, calhorda, mal intencionada, gatunos e simples estúpidos mesmos que almejam uma parcela do poder para "se arranjarem na vida". Mas não dá para negar que exista gente de bem. Pessoas que se doam para aliviar a dor e as necessidades do seu próximo. Aliás, assim como você, com sua literatura de guerra, sua contra cultura seus empreendimentos, outros buscam por outros meios que estão ao seu alcance, o mesmo objetivo. Enfiar tudo no mesmo saco das sacanagens, é um recurso à medida dos sacanas e filhos da puta - deixo claro que não penso que seja o seu caso - que habitam o ZS, a ZL, ZO Higienópolis, Lisboa Tokio , Nova Iorque enfim, o mundo e que, sabendo-se filhos de uma grande puta acham que todos o são também. Alijar-se anulando o voto é não estar nem aí para a situação é não tomar partido algum quando, no seu caso, o partido já foi tomado. Anular o voto é não querer assumir responsabilidade é deixar o lance rolar, e se piorar que se foda. Não Não votei mesmo. É o discurso fácil. Pelo menos mais fácil do que investir tempo e ter disposição para ler sobre os candidatos, conhece-los, escolher e, principalmente, acompanhar o seu desempenho ao longo dos anos em que ele o irá representar. Dá trabalho, e muito mas, na minha modesta opinião, não têm, pelo menos eu não vislumbro, outro caminho. Acho que temos sempre que provocar as pessoas no sentido de elas terem e fazerem valer sua propias opiniões. Nasci e fui criado ai no São Luis e apesar da pouca instrução dos meus pais e irmãos sempre discutimos, brigamos - tenho uma irmã que é malufista - e tentamos trazer mais gente para participar, debater e, sobretudo agir, contra o que nos atormentava, e a favor do que aliviava nossas vidas.
Como menosprezar a estrutura do poder que rege nossa vidas? Antes de nos afastarmos delas acho que as temos de tomar em nossas mãos, via participação democrática, e trabalhar para que as pessoas aumentem e aprimorem seu discernimento e sejam cada vez mais sujeitos da sua própria história. Não vejo outra forma de se derrubar o imenso muro das desigualdades que assolam nosso país senão por esta via. Estas eleições marcam um ponto, uma transversal na qual dois projectos absolutamente distintos se contrapõem. De um lado um projecto, que só mesmo os de má fé, o que têm interesses escusos, os fascista e hipócritas não reconhecem. De outro um projecto que ninguém sabe o que é mesmo mas que tem uma historia pregressa de menosprezo por tudo quanto não represente seus próprios interesses. Infelizmente SP ainda continua sendo um reduto daquilo que de mais reaccionário existe no BR. Tenho tranquilidade para afirmar isto pois aí nasci e fui criado. Há muito tempo que os caras que ocupam o poder na locomotiva do Brasil estão a se cagar para o povo. Os poucos projectos que foram contra isso tiveram vida curta graças a este pensamento.
Acho que àqueles que têm uma perspectiva, visão e acção de luta têm uma grande responsabilidade e não devem furtarem-se a ela. Vamos a luta com todas as nossas armas porque, na construção de um país mais justo, esta é só uma das muitas lutas que ainda temos de lutar.
Um salve, desde Lisboa, para voce e para toda gente de valor aí da ZS.
Valeu!

Renato disse...

Pô Ferrez, embora defendendo o seu direito de opinião não concordo com elas. Anular o voto e jogar tudo no mesmo buraco. É classificar todos como desqualificados e não posso acreditar que um cara lúcido como você pense realmente assim. de fato tem muita gente oportunista, calhorda, mal intencionada, gatunos e simples estúpidos mesmos que almejam uma parcela do poder para "se arranjarem na vida". Mas não dá para negar que exista gente de bem. Pessoas que se doam para aliviar a dor e as necessidades do seu próximo. Aliás, assim como você, com sua literatura de guerra, sua contra cultura seus empreendimentos, outros buscam por outros meios que estão ao seu alcance, o mesmo objetivo. Enfiar tudo no mesmo saco das sacanagens, é um recurso à medida dos sacanas e filhos da puta - deixo claro que não penso que seja o seu caso - que habitam o ZS, a ZL, ZO Higienópolis, Lisboa Tokio , Nova Iorque enfim, o mundo e que, sabendo-se filhos de uma grande puta acham que todos o são também. Alijar-se anulando o voto é não estar nem aí para a situação é não tomar partido algum quando, no seu caso, o partido já foi tomado. Anular o voto é não querer assumir responsabilidade é deixar o lance rolar, e se piorar que se foda. Não Não votei mesmo. É o discurso fácil. Pelo menos mais fácil do que investir tempo e ter disposição para ler sobre os candidatos, conhece-los, escolher e, principalmente, acompanhar o seu desempenho ao longo dos anos em que ele o irá representar. Dá trabalho, e muito mas, na minha modesta opinião, não têm, pelo menos eu não vislumbro, outro caminho. Acho que temos sempre que provocar as pessoas no sentido de elas terem e fazerem valer sua propias opiniões. Nasci e fui criado ai no São Luis e apesar da pouca instrução dos meus pais e irmãos sempre discutimos, brigamos - tenho uma irmã que é malufista - e tentamos trazer mais gente para participar, debater e, sobretudo agir, contra o que nos atormentava, e a favor do que aliviava nossas vidas.
Como menosprezar a estrutura do poder que rege nossa vidas? Antes de nos afastarmos delas acho que as temos de tomar em nossas mãos, via participação democrática, e trabalhar para que as pessoas aumentem e aprimorem seu discernimento e sejam cada vez mais sujeitos da sua própria história. Não vejo outra forma de se derrubar o imenso muro das desigualdades que assolam nosso país senão por esta via. Estas eleições marcam um ponto, uma transversal na qual dois projectos absolutamente distintos se contrapõem. De um lado um projecto, que só mesmo os de má fé, o que têm interesses escusos, os fascista e hipócritas não reconhecem. De outro um projecto que ninguém sabe o que é mesmo mas que tem uma historia pregressa de menosprezo por tudo quanto não represente seus próprios interesses. Infelizmente SP ainda continua sendo um reduto daquilo que de mais reaccionário existe no BR. Tenho tranquilidade para afirmar isto pois aí nasci e fui criado. Há muito tempo que os caras que ocupam o poder na locomotiva do Brasil estão a se cagar para o povo. Os poucos projectos que foram contra isso tiveram vida curta graças a este pensamento.
Acho que àqueles que têm uma perspectiva, visão e acção de luta têm uma grande responsabilidade e não devem furtarem-se a ela. Vamos a luta com todas as nossas armas porque, na construção de um país mais justo, esta é só uma das muitas lutas que ainda temos de lutar.
Um salve, desde Lisboa, para voce e para toda gente de valor aí da ZS.
Valeu!

Renato disse...

Pô Ferrez, embora defendendo o seu direito de opinião não concordo com elas. Anular o voto e jogar tudo no mesmo buraco. É classificar todos como desqualificados e não posso acreditar que um cara lúcido como você pense realmente assim. de fato tem muita gente oportunista, calhorda, mal intencionada, gatunos e simples estúpidos mesmos que almejam uma parcela do poder para "se arranjarem na vida". Mas não dá para negar que exista gente de bem. Pessoas que se doam para aliviar a dor e as necessidades do seu próximo. Aliás, assim como você, com sua literatura de guerra, sua contra cultura seus empreendimentos, outros buscam por outros meios que estão ao seu alcance, o mesmo objetivo. Enfiar tudo no mesmo saco das sacanagens, é um recurso à medida dos sacanas e filhos da puta - deixo claro que não penso que seja o seu caso - que habitam o ZS, a ZL, ZO Higienópolis, Lisboa Tokio , Nova Iorque enfim, o mundo e que, sabendo-se filhos de uma grande puta acham que todos o são também. Alijar-se anulando o voto é não estar nem aí para a situação é não tomar partido algum quando, no seu caso, o partido já foi tomado. Anular o voto é não querer assumir responsabilidade é deixar o lance rolar, e se piorar que se foda. Não Não votei mesmo. É o discurso fácil. Pelo menos mais fácil do que investir tempo e ter disposição para ler sobre os candidatos, conhece-los, escolher e, principalmente, acompanhar o seu desempenho ao longo dos anos em que ele o irá representar. Dá trabalho, e muito mas, na minha modesta opinião, não têm, pelo menos eu não vislumbro, outro caminho. Acho que temos sempre que provocar as pessoas no sentido de elas terem e fazerem valer sua propias opiniões. Nasci e fui criado ai no São Luis e apesar da pouca instrução dos meus pais e irmãos sempre discutimos, brigamos - tenho uma irmã que é malufista - e tentamos trazer mais gente para participar, debater e, sobretudo agir, contra o que nos atormentava, e a favor do que aliviava nossas vidas.
Como menosprezar a estrutura do poder que rege nossa vidas? Antes de nos afastarmos delas acho que as temos de tomar em nossas mãos, via participação democrática, e trabalhar para que as pessoas aumentem e aprimorem seu discernimento e sejam cada vez mais sujeitos da sua própria história. Não vejo outra forma de se derrubar o imenso muro das desigualdades que assolam nosso país senão por esta via. Estas eleições marcam um ponto, uma transversal na qual dois projectos absolutamente distintos se contrapõem. De um lado um projecto, que só mesmo os de má fé, o que têm interesses escusos, os fascista e hipócritas não reconhecem. De outro um projecto que ninguém sabe o que é mesmo mas que tem uma historia pregressa de menosprezo por tudo quanto não represente seus próprios interesses. Infelizmente SP ainda continua sendo um reduto daquilo que de mais reaccionário existe no BR. Tenho tranquilidade para afirmar isto pois aí nasci e fui criado. Há muito tempo que os caras que ocupam o poder na locomotiva do Brasil estão a se cagar para o povo. Os poucos projectos que foram contra isso tiveram vida curta graças a este pensamento.
Acho que àqueles que têm uma perspectiva, visão e acção de luta têm uma grande responsabilidade e não devem furtarem-se a ela. Vamos a luta com todas as nossas armas porque, na construção de um país mais justo, esta é só uma das muitas lutas que ainda temos de lutar.
Um salve, desde Lisboa, para voce e para toda gente de valor aí da ZS.
Valeu!

Renato disse...

Pô Ferrez, embora defendendo o seu direito de opinião não concordo com elas. Anular o voto e jogar tudo no mesmo buraco. É classificar todos como desqualificados e não posso acreditar que um cara lúcido como você pense realmente assim. de fato tem muita gente oportunista, calhorda, mal intencionada, gatunos e simples estúpidos mesmos que almejam uma parcela do poder para "se arranjarem na vida". Mas não dá para negar que exista gente de bem. Pessoas que se doam para aliviar a dor e as necessidades do seu próximo. Aliás, assim como você, com sua literatura de guerra, sua contra cultura seus empreendimentos, outros buscam por outros meios que estão ao seu alcance, o mesmo objetivo. Enfiar tudo no mesmo saco das sacanagens, é um recurso à medida dos sacanas e filhos da puta - deixo claro que não penso que seja o seu caso - que habitam o ZS, a ZL, ZO Higienópolis, Lisboa Tokio , Nova Iorque enfim, o mundo e que, sabendo-se filhos de uma grande puta acham que todos o são também. Alijar-se anulando o voto é não estar nem aí para a situação é não tomar partido algum quando, no seu caso, o partido já foi tomado. Anular o voto é não querer assumir responsabilidade é deixar o lance rolar, e se piorar que se foda. Não Não votei mesmo. É o discurso fácil. Pelo menos mais fácil do que investir tempo e ter disposição para ler sobre os candidatos, conhece-los, escolher e, principalmente, acompanhar o seu desempenho ao longo dos anos em que ele o irá representar. Dá trabalho, e muito mas, na minha modesta opinião, não têm, pelo menos eu não vislumbro, outro caminho. Acho que temos sempre que provocar as pessoas no sentido de elas terem e fazerem valer sua propias opiniões. Nasci e fui criado ai no São Luis e apesar da pouca instrução dos meus pais e irmãos sempre discutimos, brigamos - tenho uma irmã que é malufista - e tentamos trazer mais gente para participar, debater e, sobretudo agir, contra o que nos atormentava, e a favor do que aliviava nossas vidas.
Como menosprezar a estrutura do poder que rege nossa vidas? Antes de nos afastarmos delas acho que as temos de tomar em nossas mãos, via participação democrática, e trabalhar para que as pessoas aumentem e aprimorem seu discernimento e sejam cada vez mais sujeitos da sua própria história. Não vejo outra forma de se derrubar o imenso muro das desigualdades que assolam nosso país senão por esta via. Estas eleições marcam um ponto, uma transversal na qual dois projectos absolutamente distintos se contrapõem. De um lado um projecto, que só mesmo os de má fé, o que têm interesses escusos, os fascista e hipócritas não reconhecem. De outro um projecto que ninguém sabe o que é mesmo mas que tem uma historia pregressa de menosprezo por tudo quanto não represente seus próprios interesses. Infelizmente SP ainda continua sendo um reduto daquilo que de mais reaccionário existe no BR. Tenho tranquilidade para afirmar isto pois aí nasci e fui criado. Há muito tempo que os caras que ocupam o poder na locomotiva do Brasil estão a se cagar para o povo. Os poucos projectos que foram contra isso tiveram vida curta graças a este pensamento.
Acho que àqueles que têm uma perspectiva, visão e acção de luta têm uma grande responsabilidade e não devem furtarem-se a ela. Vamos a luta com todas as nossas armas porque, na construção de um país mais justo, esta é só uma das muitas lutas que ainda temos de lutar.
Um salve, desde Lisboa, para voce e para toda gente de valor aí da ZS.
Valeu!

Renato disse...

Pô Ferrez, embora defendendo o seu direito de opinião não concordo com elas. Anular o voto e jogar tudo no mesmo buraco. É classificar todos como desqualificados e não posso acreditar que um cara lúcido como você pense realmente assim. de fato tem muita gente oportunista, calhorda, mal intencionada, gatunos e simples estúpidos mesmos que almejam uma parcela do poder para "se arranjarem na vida". Mas não dá para negar que exista gente de bem. Pessoas que se doam para aliviar a dor e as necessidades do seu próximo. Aliás, assim como você, com sua literatura de guerra, sua contra cultura seus empreendimentos, outros buscam por outros meios que estão ao seu alcance, o mesmo objetivo. Enfiar tudo no mesmo saco das sacanagens, é um recurso à medida dos sacanas e filhos da puta - deixo claro que não penso que seja o seu caso - que habitam o ZS, a ZL, ZO Higienópolis, Lisboa Tokio , Nova Iorque enfim, o mundo e que, sabendo-se filhos de uma grande puta acham que todos o são também. Alijar-se anulando o voto é não estar nem aí para a situação é não tomar partido algum quando, no seu caso, o partido já foi tomado. Anular o voto é não querer assumir responsabilidade é deixar o lance rolar, e se piorar que se foda. Não Não votei mesmo. É o discurso fácil. Pelo menos mais fácil do que investir tempo e ter disposição para ler sobre os candidatos, conhece-los, escolher e, principalmente, acompanhar o seu desempenho ao longo dos anos em que ele o irá representar. Dá trabalho, e muito mas, na minha modesta opinião, não têm, pelo menos eu não vislumbro, outro caminho. Acho que temos sempre que provocar as pessoas no sentido de elas terem e fazerem valer sua propias opiniões. Nasci e fui criado ai no São Luis e apesar da pouca instrução dos meus pais e irmãos sempre discutimos, brigamos - tenho uma irmã que é malufista - e tentamos trazer mais gente para participar, debater e, sobretudo agir, contra o que nos atormentava, e a favor do que aliviava nossas vidas.
Como menosprezar a estrutura do poder que rege nossa vidas? Antes de nos afastarmos delas acho que as temos de tomar em nossas mãos, via participação democrática, e trabalhar para que as pessoas aumentem e aprimorem seu discernimento e sejam cada vez mais sujeitos da sua própria história. Não vejo outra forma de se derrubar o imenso muro das desigualdades que assolam nosso país senão por esta via. Estas eleições marcam um ponto, uma transversal na qual dois projectos absolutamente distintos se contrapõem. De um lado um projecto, que só mesmo os de má fé, o que têm interesses escusos, os fascista e hipócritas não reconhecem. De outro um projecto que ninguém sabe o que é mesmo mas que tem uma historia pregressa de menosprezo por tudo quanto não represente seus próprios interesses. Infelizmente SP ainda continua sendo um reduto daquilo que de mais reaccionário existe no BR. Tenho tranquilidade para afirmar isto pois aí nasci e fui criado. Há muito tempo que os caras que ocupam o poder na locomotiva do Brasil estão a se cagar para o povo. Os poucos projectos que foram contra isso tiveram vida curta graças a este pensamento.
Acho que àqueles que têm uma perspectiva, visão e acção de luta têm uma grande responsabilidade e não devem furtarem-se a ela. Vamos a luta com todas as nossas armas porque, na construção de um país mais justo, esta é só uma das muitas lutas que ainda temos de lutar.
Um salve, desde Lisboa, para voce e para toda gente de valor aí da ZS.
Valeu!
5:35 AM

Renato disse...

Olá Ferrez. Tentei postar uma comentário mas sempre dá um erro a dizer, aparentemente, que é muito extenso. Como posso mandar minhas reflexões sobre o seu post?

Salve!
Renato Batisteli
Lisboa - Portugal

Marcos Antonio Padilha disse...

Força Sempre Ferréz.

Marcos Antonio Padilha disse...

Ferréz estou contigo e não abro. Embora não concorde muito com relação ao voto nulo, mas se tratando da situação é melhor não votar, do que se corromper e pior, ajudar um montão a se tornarem corruptos, porque dar autoridade para quem é autoritário, é o mesmo que dar "milho pro bóde", tá ligado? Por isto, força sempre e que o segundo turno seja igual, se não souber em que votar, que anule, que não comprometa o país a mais quatro anos de atraso, apesar que os anos que virão, vão dar dor de cabeça, o povo quer luz...

japao disse...

salve meu querido.
respeito sua posição e da sua família, mas só pra constar: um lado tem que ganhar, então que seja a Dilma!!! Meu total apoio à ela!!! Não posso ficar alheio, ainda mais depois de tudo que o psdb e seus srs. de engenho já fizeram e vem fazendo, e vendo o FDP do Alckmin e sua corja ganharem aqui em SP...
Pelo histórico que tennho em mãos, SOU 13 mais uma vez!!!!!!!
até a vitória sempre.

atenciosamente
JAPÃO (GRAFFITI-INTERIOR-SP)

Camila Gabacci disse...

Ferrez:direto,contundente e completo de razão como sempre.
A cada dia melhor!

Botemos a boca no trombone mesmo,se quisermos algum dia um país melhor.
Só me dói o coração ver gente que não compreendeu o que foi dito e utilizou o espaço de comentar para fazer propaganda eleitoral.Mas ok,democracia é isso afinal ,mas que dói...dói.

Projeto ERA UMA VEZ... disse...

Olá Ferréz,
já faz algum tempo que acompanho teu trabalho, por mais que eu só tenha 15 anos. Li um livro teu pela primeira vez eu tinha uns 12 anos, "CAPÃO PECADO" , mostra um pouco da minha quebrada(Morro do Piolho) , depois Li os contos de NINGUÉM É INOCENTE EM SÃO PAULO e vários outros contos, gosto pra caramba de "os mesmos" onde fala do voto nulo...enfim queria te dizer um muito obrigado por tudo que você escreve, por que sempre quando tem alguma dificuldade em meio ao caminho venho aqui no teu blog ( e em outros tambem) e vejo que eu não estou sozinha nessa busca constante por uma periferia que seja olhada e respeitada com igualdade...
Tenho alguns projetos dentro de algumas ong's , mais cê ta ligado como que é né!?
tem gente alienada pelo sistema , que quér apoiar partido politico, cheio de f.d.p que tenta atrasar seu lado, por que a peça teatral que você criou é contra os princípios morais do partido, ai é foda né... Agora mostrar que o cara sonega impostos e enfia o dinheiro no cú de puta e em viagens internacionais é ser contra os princípios éticos e morais! mais tamô aí , a favor da comunidade e sempre contra esses F.D.P!

Projeto ERA UMA VEZ... disse...

Olá Ferréz,
já faz algum tempo que acompanho teu trabalho, por mais que eu só tenha 15 anos. Li um livro teu pela primeira vez eu tinha uns 12 anos, "CAPÃO PECADO" , mostra um pouco da minha quebrada(Morro do Piolho) , depois Li os contos de NINGUÉM É INOCENTE EM SÃO PAULO e vários outros contos, gosto pra caramba de "os mesmos" onde fala do voto nulo...enfim queria te dizer um muito obrigado por tudo que você escreve, por que sempre quando tem alguma dificuldade em meio ao caminho venho aqui no teu blog ( e em outros tambem) e vejo que eu não estou sozinha nessa busca constante por uma periferia que seja olhada e respeitada com igualdade...
Tenho alguns projetos dentro de algumas ong's , mais cê ta ligado como que é né!?
tem gente alienada pelo sistema , que quér apoiar partido politico, cheio de f.d.p que tenta atrasar seu lado, por que a peça teatral que você criou é contra os princípios morais do partido, ai é foda né... Agora mostrar que o cara sonega impostos e enfia o dinheiro no cú de puta e em viagens internacionais é ser contra os princípios éticos e morais! mais tamô aí , a favor da comunidade e sempre contra esses F.D.P!

Projeto ERA UMA VEZ... disse...

Olá Ferréz,
já faz algum tempo que acompanho teu trabalho, por mais que eu só tenha 15 anos. Li um livro teu pela primeira vez eu tinha uns 12 anos, "CAPÃO PECADO" , mostra um pouco da minha quebrada(Morro do Piolho) , depois Li os contos de NINGUÉM É INOCENTE EM SÃO PAULO e vários outros contos, gosto pra caramba de "os mesmos" onde fala do voto nulo...enfim queria te dizer um muito obrigado por tudo que você escreve, por que sempre quando tem alguma dificuldade em meio ao caminho venho aqui no teu blog ( e em outros tambem) e vejo que eu não estou sozinha nessa busca constante por uma periferia que seja olhada e respeitada com igualdade...
Tenho alguns projetos dentro de algumas ong's , mais cê ta ligado como que é né!?
tem gente alienada pelo sistema , que quér apoiar partido politico, cheio de f.d.p que tenta atrasar seu lado, por que a peça teatral que você criou é contra os princípios morais do partido, ai é foda né... Agora mostrar que o cara sonega impostos e enfia o dinheiro no cú de puta e em viagens internacionais é ser contra os princípios éticos e morais! mais tamô aí , a favor da comunidade e sempre contra esses F.D.P!