O Bang foi formado.

07/05/2008, as 8 e meia da noite, estréia para todo o pais, o programa Manos e Minas.
E pra representar a Perifa com muita honra, o bang comandado por Hood na apresentação, ainda traz o Alessandro Buzo com um quadro chamado Buzão, e eu com um quadro de entrevistas feitas aqui no Capão, na barraca do Saldanha.
Confere ai, que agora num tem mais motivo pra falar em crise, é nóis.
Ferréz

Leitor (referente texto Caros Amigos)

Quanto tempo que eu não lia "Caros Amigos"...Acho que a última foi em 2006, passei na biblioteca de onde estudo (um instituto de filosofia e teologia chamado Mater Ecclesiae) e peguei a revista, confesso que o formato não é tão atraente, (talvez por isso a "Piauí" quase copiou), folheei um pouco, depois voltei as páginas e vi um título intrigante, mais intrigante ainda era o nome do autor Ferréz... Bom, li, reli e gostei! Admito é tão bom algumas vezes ter um "choque" literário, desses que fazem a circulação ficar mais rápida! Bom quero dizer que teu texto foi um verdadeiro desfibrilador cerebral, eu precisava disso, afinal de contas estou no 3° Ano de Teologia, daqui dois anos serei padre e confesso, não quero ser um padre alienado ou show man, nada contra aeróbica, mas não no Altar! Parabéns! texto que pode até dar vazão à rebeldia que tanto é pedida, mas que na verdade permite ver que "o buraco é mais embaixo" e as mazelas mais profundas ainda!!!
Thana

Mergulhado na minha Caros Amigos (carta do leitor)

Então...
Ontem, mergulhado na minha Caros Amigos (Abril/2008) fiquei vidrado no artigo do Ferréz... Um daqueles artigos que te dá vontade de sair quebrando tudo, mandando todos à merda, subir num caixote e incitar a revolta urbana.
É um artigo que faz comparações radicais, arranca situações de um contexto e cola em outro, justamente pra chocar e jogar na sua cara que a realidade é multifacetada, que quando você se satisfaz em uma situação tem alguém se fudendo em outra e que não existe felicidade pura, pois a pureza esta no amor ao próximo, e é justamente o próximo a se fuder! Por exemplo: “Então, quando vir o jornal com um P.M. estraçalhando criança na favela, muda de canal e procura algo que fala de ioga e budismo, procura a paz espiritual, enquanto o menino continua tentando entender o que fala a professora, não sabendo que no senado aprovaram projeto para que ele seja preso ainda no berço.”
É claro que a busca do crescimento espiritual não é conflitante com uma postura político-social diante da opressão e estupro cultural nos guetos (hein?), mas são faces da mesma realidade. O grito aqui é contra a hipocrisia, contra a busca pela felicidade idiota.
Se você me der mais umas linhas eu cuspo a ligação entre os dois, mas não é essa a questão. A questão é que o artigo do Ferréz me fez lembrar uma música do Moska, do tempo q era Paulinho também, mas não mais Inimigo do Rei: “Ninguém pode ser feliz/Só os ignorantes/Que não prestam a devida atenção/E não procuram a verdade/Preferem sorrir pra ilusão/De viver uma só realidade”.
O Moska, assim como o Ferréz, não disse que você não pode ser feliz, apenas que esta felicidade que a sociedade prega é limitada. Que a busca pela felicidade tem que ir além dos seus anseios pessoais, tem que ser conjugada no plural, e que o plural tá na merda! É só olhar a sua volta...
Esse papo pode deixar alguns meio seqüelados, mas aí que está... É uma chamada à realidade, dizendo que a atitude que tomaremos diante dela é que fará a diferença... Para alguns é uma atitude espontânea e repentina, para outros um processo lento e gradativo (pra mim é), mas o que importa é que você queira conhecer e entender a realidade que te cerca... A felicidade vai estar na paz de espírito de estar em movimento buscando conjugá-la no plural.
Entre em movimento, a era do “se cada um limpar sua própria merda, já estará fazendo sua parte” acabou! A sociedade chegou num ponto em que só isso já não basta mais...
Quinta-feira, 10 de Abril de 2008
Guilherme/www.resistenciacarioca.blogspot.com

Favela Toma Conta, mais um evento do Buzo sacode Sampa.

Salve, a tradicional festa " Favela Toma Conta" ganha mais uma edição, nas mãos do Alessandro Buzo, é só colar e curtir o puro hip-hop.

Novo Trilha Sonora do Gueto (finalmente saiu)

Salve Rapa, depois de dois longos anos de espera, saiu o novo cd do Trilha Sonora do Gueto, a voz forte da zona sul volta com peso total, aniquilando inimigos, destruindo as falsas religiões, e trazendo um rap autêntico brasileiro.
Quem comanda todo o Cd é o Cascão, junto com Karatê, Boca, X-Bacon e o reforço do filho do Cascão, o Zequinha.
Destaque para RAp do Hamas, Coração de VL num bate nem balança, Já era a Igreja. Como saiu num primeiro momento apenas 1.000 cópias, reserve o seu numa das lojas da 1dasul,
Av. Comendador Sant´anna, 138 Capâo, ou em Santo Amaro, Galeria Borba Gato, loja 31.
Ferréz.

Almoço na barraca do Saldanha

Salve, continuando as comemorações dos nove anos da 1DASUL, realizamos um almoço no domingo passado na Barraca do Saldanha, A produtora Quadra 11 esteve presente com toda a equipe, entre os quais Ricardo Sêco e Lia Garcia.
Nossos convidados, chegaram para apreciar os pratos de Tia Ray, Hugo Possolo dos Parlapatões, Chico César, Lourenço Mutarelli, Sidney, Mel, Tico (inca), André (inca), Nildo, Tia Dag, Nenê (Casa do Zezinho), Sou em Blues, Wagner, Tiago, Davi (1dasul), Rogério (1dasul), Silas (Mutato), Alê, Ylsão, MC tó, Arnaldo (Negredo) e muito mais gente que foi chegando e foi almoçando e batendo papo com agente. Eu e Hugo Possolo (Parlapatões)

Sidney (campeão mundial de Jiu Jitsu) e Mel.

Eu e Chico César no balcão da Barraca.

Tia Ray (maior especialista em comida do mundo)

Pintura de azulejos sendo feita na hora, somente com o dedo.

O almoço comunitário na barraca, manjar dos deuses, feito pela Tia Ray.

Lourenço com o catálogo do Gi jOE, aqui lançado pela fabricante Estrela como Falcon.



O Itaim Paulista vai tremer.

Neste Sábado!!! à partir das 15:oo hs.
Salve Lokos, não vejo a hora de ir pra tarde de autógrafos no Itaim Paulista, na loja Suburbano Convicto.
Vai ser inesquecível, fusão leste/sul que tal? até lá, quero ver o bangue da literatura reunida. PS. a idéia da cerveja grátis foi do Buzo, eu continuo bebendo tubaína tutti fruti.

O.M.N.I.

O.M.N.I. (Objeto Matador não identificado).

Estudou milhões de casos de O.V.N.I.s, desde as aparições feitas pelo livro vermelho dos discos voadores, até os últimos lançamentos americanos, que sinceramente já estavam ficando repetitivos.
Sentia os temas ficando maçantes. Os avistamentos mais comuns eram sempre repetitivos, mas sempre que lhe sobrava uma hora ou mais, pegava as pastas de fotos e observava com sua lupa, para ver se achava alguma falha. O objeto voador era diferente em cada foto, mas isso não o incomodava, afinal existiam milhões de planetas e com certeza milhões de formas de vidas.
Sabia que não tinha conhecimento para ser um ufólogo ainda, mas se esforçava com as leituras de Johannes Von Buttlar no seu livro O fenômeno Ufo. Também passava os olhos no clássico de Henry Durrant, o Livro negro dos discos voadores, e fora longínquo o tempo que lia Erick Von Däniken, nos seus clássicos, O grande enigma, Somos todos filhos dos Deuses, Espaçonaves e terra, Eram os Deuses astronautas.
Comia apressadamente, sempre era xingado pela sua mãe, que falava para comer com estilo, mas tinha que ser rápido, o tempo não esperava muito por ele.
Da escola pra casa, da casa pro trabalho, todo dia igual, uma hora de cada vez, quando ia ao banheiro, sempre tirava uma revista, Thor, Aquaman, Gavião-Negro.
Uma vez tentou um romance, mas parou na página vinte, ufologia e histórias em quadrinhos ainda iriam dominar sua leitura por alguns anos.
Deixou de acreditar em Deus fazia uma semana, desde que leu Fernando C.N. Pereira em seu livro, A bíblia e os Discos Voadores.
Tinha certeza que o enfoque do livro ia muito além das interpretações de simples passagens isoladas dos textos bíblicos.
Crop Circles ele começou a estudar fazia alguns meses, e colecionava fotos de plantações de vários paises. Os desenhos e símbolos eram para ele um quebra cabeça praticamente resolvido, eram palavras alienígenas, um grande alfabeto que ninguém desvendou.
Tinha um outro sonho, além de ver por ele mesmo um O.V.N.I, queria ter uma moto, todos os dias ia pedalando para o trabalho, e ultimamente estava preferindo ir a pé para a escola, talvez fosse a impressão de parecer mais adulto.
Escovava os dentes todas as noites, enquanto olhava seu rosto magro, onde o corte que descia do canto dos olhos só parava próximo ao queixo, falta de carne que um dia encheu aquelas bochechas, um motorista embriagado e uma cicatriz permanente.
Todo mundo já foi bebê, ele tinha saudade de algum carinho, fazia tempo que não era tocado por ninguém.
Sempre que estava se olhando, ficava mais nervoso, como a vida estava sendo ingrata, ele nunca desperdiçou sequer uma madrugada em claro, nunca ingeriu álcool, nunca fumou cigarro, muito menos maconha. Mas mesmo assim sua aparência era desgastada, como se a vida tivesse batido com força e lixado seu corpo durante alguns anos em algo áspero.
Naquela noite quente, resolveu dar uma volta, fechou o portão com a corrente, fingiu que apertou o cadeado, talvez para dar conforto a sua mãe, e começou a andar, subiu o mesmo morro, e quando chegou já cansado no alto, sentou no único banco daquela pequena praça, foi quando de repente recebeu o baque, algo o acertou e uma luz forte quase o cegou, ele não podia mais enxergar os barracos mais próximos, tentou por a mão na frente mas nada adiantou.
Segundos depois viu os olhos, os olhos daquela criatura reluziam algumas estrelas do céu, ou talvez a luz de algumas casas. Eram negros como o infinito, grandes, bem maiores que os normais, pareciam até óculos de sol.
Abaixou a cabeça para ver se conseguia enxergar algo além do clarão e dos olhos negros, e viu que as criaturas eram cinzas, sem dúvida a cor era cinza, tanto o tronco como as pernas, já nas mãos não podia ver os detalhes, não sabia se tinham dedos, mas algo de prateado saia dos braços, como se fosse um cano de metal, mas também não saberia descrever o que era.
Caído ali, ainda tonto pela pancada, podia ver a nave se aproximando, a luz era muito mais forte agora, e ainda não conseguia focar o olhar, nem ver através dela.
As janelas da nave pareciam comuns, embora na lateral havia uma grafia estranha, nada costumeira pelas fontes que ele havia visto. Talvez seria uma raça extraterrestre, totalmente desconhecida.
Apertando os olhos, pode ler alguma letra parecida com um r todo customizado, mas as outras era mais difícil de saber o que eram, ou talvez fosse sua condição, seus olhos ardiam agora, e mais dois seres se aproximavam, enquanto tentava focar a visão pelo menos em um.
Torceu tanto por esse dia, uma experiência ufológica, e agora já não sabia se queria passar por isso.
Tentou usar a força do pensamento, talvez telepatia fosse a linguagem deles, mas não adiantou, foi nesse momento que conseguiu ver que um dos seres retirou algo do cinturão, sim ele podia ver os cinturões, todos tinham um, e também algo que cobria a pele cinza, algo como uma nova camada sobre a pele, algo parecido com um colete.
Já tinha certeza que seria abduzido, leu centenas de relatos assim, até que o ser finalmente se aproximou, levantou o que trazia acoplado em sua mão, algo de metal e bateu em sua cabeça, doeu muito e ao por a mão na cabeça sentiu o sangue escorrer, mesmo assim continuou tentando ver como era o rosto da criatura, foi quando começou a ficar tonto e ao abaixar a cabeça, segundos antes de desmaiar, finalmente pode ler a palavra que estava escrita na nave. Rota.



A banca é forte.

MC Tó, piloto da 1dasul loja 2 Avenida Sabim.

Rona, Evanise, Davi e Fábio (Gerentes da loja 1 e 3)

Bang literário na festa da L.M. Cacá e a rapa.


Sidney- Campeão paulista e mundial de Jiu Jitsu.


Biblioteca êxodus, a revolução em ação.




Volta de Niterói

Niterói me recebeu de braços tão abertos como o Cristo. Na primeira noite que cheguei já fui requisitado para a pré estréia do novo filme de Paulo Lins, o musical Maré.

A noite foi espetacular, pude conhecer muita gente chapada, e ainda assistir o filme que tem uma pegada totalmente diferente do que agente viu até agora sobre as favelas do Rio.

Voltar de um rolê com o Paulo não é mole, isso quando o rolê acaba, já no outro dia foi fatal acordar bem cedo e ir para a primeira conferência de Cultura de Niterói ,no Teatro Popular, a palestra foi com o Angolano Ndalu de Almeida (Ondjaki), que fez todo mundo rir muito falando por exemplo que nunca viu a tal galinha de Angola.

No decorrer da palestra também encontrei o grupo de teatro Narradores do Invisível que fazem a encenação da Amanhecer Esmeralda, baseado no meu livro, o grupo irá fazer novas apresentações esse ano.




Cine Odeon, centro do Rio. Pré estréia do filme Maré.

Alguns momentos antes da conferência.
Luiz Melodia, eu e Paulo trocando algumas idéias.

do Teatro Popular, a vista era essa, sensacional.
Valeu Niterói, ganhou um pedaço do meu coração, firme e forte, agora é voltar pra quebrada e montar a festa desse domingo, quem tá colado tá ligado.
Ferréz

Rio de Janeiro

Salve rapa, amanhã tem conferência minha em Niterói (Rio) e já nessa sexta tudo tá formado pra próxima coleção de roupas da 1dasul ficarem prontas, as malhas já foram cortadas, e estão em faze de estamparia, terá novos desenhos e tudo mais.
Já nessa segunda agente avança no processo do nosso projeto, que já tem uns dois anos, mas só agora está realmente para acontecer.
em breve um projeto de Ricardo Sêco e Ferréz (Quadra Onze comunicação)

Interferência

e sabe o mais loko? é que não vou chegar sozinho, vou ter duas super pessoas na pegada, o bangue vai ser de primeira.