Blog do escritor Ferréz

Missão em Pernambuco

Deixem que diguem, que falem.
enquanto isso agente organiza a verdadeira revolução.

Pernambuco foi uma coisa fantástica, não só porque fiz duas palestras na bienal, mas porque também fiz duas palestras na Fundac (Fundação da Criança e adolescente), que é a Febem deles.
foram 2 pavilhões, com cerca de 200 crianças e adolescentes.
fiz leituras do Ninguém é inocente em São Paulo, falei de esperança contando a história da menina Manhã (amanhecer esmeralda) e terminamos fazendo um rap, todo mundo cantando junto.

Eu pedi para eles que daqui a um ano quando eu voltar, que eles me fizessem o favor de não esterem lá.
Uma parte triste foi que numa cela eu vi três manos deitados em pequenos colchões, perguntei para o único que olhava pra mim, porque ele não foi ver a palestra, ele respondeu que não estava sabendo do evento, e que iria pois ele anda tudo ali na normalidade.
Notando os outros dois que só olhavam para a parede, eu já desconfiava, mas depois um funcionário me afirmou, que eles tinham problemas mentais, de tanto consumir drogas.

O cara que me levou nas unidades chama-se Milton, depois ele me levou ao hotel e me explicou que tentou contato com outro rapper que foi a cidade também autografar um livro, mas não obteve resposta, já que as palestras não eram pagas. Eu lhe falei que nem todos que falam pelo hip-hop e pela literatura marginal estão preocupados com o lado social, e que eu faria o nescessário para dar uma tarde melhor para os meninos.
Ninguém pode imaginar, se não passou pelo mesmo, eu e o Ratão na U.E. 19 (unidade educacional) Febem de São Paulo, passamos por isso, e em Recife eu passei de novo, você ver as trancas sendo fechadas atraz de você e saber que todos ficarão lá e muito foda.
Mas como o próprio povo diz, a pena é longa mas num é perpétua.
um dos meninos chegou perto de mim e disse que não valia a pena nada daquilo, que não adiantava nada, eu lhe falei da biblioteca êxodus, lhe disse que eles podiam começar hoje e deixei o Ninguém é inocente para começar essa biblioteca.

O estado gasta tanto em repressão e nada para uma mudança efetiva, quantos milhões de corpos terão que estar nas cadeias para se a elite andar em segurança?

Já no hotel tirei uma foto da praia pra trazer de lembrança, já que dali a meia hora eu teria outra palestra na Bienal de Recife.

Tudo bem que não pisei na água, não comi camarão, nem andei em nenhum ponto turístico, mas fiz o que acredito e sai de lá muito satisfeito.
A praia só vi pela janela, mas a Dana via ter mais orgulho de um pai militante do que turista.
na Bienal, Marcelino que fez uma palestra com muitas leituras e muito bem humorada, e Nazarian atráz de regata.

agora, uma das minhas maiores alegrias, foi ver o livro do Buzo e do Vaz lá em Pernambuco, tive essa sensação em primeiro lugar, vitória. isso é muito loko, parabéns editora Global, tá apostando nos caras certo. vida longo a Literatura do gueto.


Eu, Marcelino Freire ( que fez ótimas leituras) e Santiago Nazariam (que fez uma palestra inusitada).


O público estava totalmente interessado.


também recebi vários autores independentes, entre eles ganhei um cd do Malungo com 20 poesias, e um fanzine que ele publica, conheci a poeta de porto alegre, Carolina Salcides, que estréia com seu primeiro livro independente "O vôo da borboleta nas fase da lua", falei com o poeta Valmir Jordão que publica o fanzine Curta poema, e com o pessoal do site http://www.vetorcultural.com/ que também é independente e publica tudo sobre os eventos culturais.
prometi pra eles manter contato, e vou fazer isso assim que terminar esse texto.
enquanto isso, fico com saudades de Pernambuco.
e uma ultima frase.
"...E, se o mundo terminasse de repente, restaria uma borboleta e seria o suficiente".
Paulo Ricardo Salcides - Escritor Brasileiro (1958-2001).


8 comentários:

Leandro disse...

Isso sim é viajar, Ferréz.
Tem gente que confunde viajar com visitar pontos turisticos e fotografar lugares exuberantes. belo trabalho. Com certeza sua filha se orgulhará. Quanto aos autores, tem gente que entra na onda de alternativo e literatura marginal justamente como forma de aparecer, de entrar no mercado. Mais um paradoxo do nosso confuso País...

Cacá disse...

Sem palavras, fica um forte abraço.

Alexandre disse...

Eu trabalho, ganho o meu honestamente, garanto meu conforto, não tive oportunidades no começo da minha vida e nem por isso, naquela época, achava-me no direito de roubar um Rolex, ou um Nike, bater carteira, etc. Graças ao meu esforço, determinação e dedicação, vencí.

Como você deve viver num mundinho fechado e alheio ao que acontece por aí - parodiando seus clichês, ah, sim, os que venceram vivem enclausurados em seus condomínios fechados e não permitem os "alternativos" e "marginais" adentrarem no seu mundo ou terem acesso a informações - resolví transcrever o texto de alguém equilibrado e com bom senso :


"ELIO GASPARI

O socialismo precisa de um Rolex
Na semana dos 40 anos da morte do Che, Luciano Huck faz lembrar a herança do guerrilheiro

O CIDADÃO terminou suas pesquisas na biblioteca de Londres e vai para casa, no Soho (rua Dean, 23). Passa um sujeito, mostra-lhe uma faca e pede o relógio. Ao narrar o caso à sua mulher, ele diz:
"Estou com 41 anos e a expectativa de vida neste inferno capitalista é de 40. A nossa dieta ultrapassa as 2.300 calorias que o proletariado consome. As condições de higiene e saúde desta cidade são infernais. Aos jovens restam poucas alternativas fora da sífilis e das prisões australianas. São as contradições do capitalismo e, por causa delas, fui assaltado por um garoto".
Pode ser que Karl Marx tenha dito diferente:
"Jenny, um lúmpen roubou meu relógio".
Pobre Luciano Huck. Foi assaltado por dois sujeitos que, de revólver na mão, tomaram-lhe o Rolex. Reclamou num artigo publicado na Folha do dia 1º e teria feito melhor negócio se saísse por aí, cumprindo "missões" em cima de motoqueiros. Foi acusado de ganhar muito e, portanto, ser fonte da violência. Mais: quem manda "pendurar o equivalente a várias casas populares no pulso"? Disse que "isso não está certo" e perguntaram-lhe o que devem dizer as pessoas que vivem de salário mínimo. Fechando o ciclo, num artigo marginal-chique, o rapper Ferréz respondeu com o olhar dos assaltantes e os óculos de Madre Teresa de Calcutá: "Não vejo motivo para reclamação, afinal, num mundo indefensável, até que o rolo foi justo para ambas as partes".
Está mais ou menos entendido que o partido democrata perdeu a confiança dos americanos nos anos 80 porque deixou-se confundir com os defensores de bandidos. Cada um pode achar o que quiser (desde que não tome o relógio alheio), mas nesse caminho a discussão da segurança pública brasileira caminha para a formação de duas tropas, ambas julgando-se elite do seja lá o que for. Grita-se, para que tudo continue como está. O filme ensina: o traficante foucaultiano da PUC não foi para a cadeia e o PM larápio e covarde voltou para a tropa.
Por ser um profissional bem-sucedido e ter ganho um Rolex de presente da mulher (a apresentadora Angélica, igualmente bem-sucedida), Huck foi transformado num obelisco da desigualdade social brasileira.
Infelizmente, assaltos não melhoram o índice de Gini. No caso do Rolex do apresentador, especular o destino do dinheiro de sua venda é um exercício carnavalesco. Pode-se sonhar que tenha ido para uma família carente, mas é mais provável que tenha servido para fechar um trato de droga. Que tal as duas coisas, meio a meio? Uma coisa é certa, o Rolex voltará ao pulso de alguém disposto a pagar por ele.
Quis o Padre Eterno que esse debate indigente acontecesse logo na semana do 40º aniversário da execução de Ernesto Che Guevara, o Guerrilheiro Heróico. Se Angélica dissesse que deu o Rolex a Huck como parte dessas celebrações, a discussão ganharia um denso conteúdo ideológico.
Quando o Che foi assassinado, no mato boliviano, tinha dois Rolex. Um, modelo GMT Master, era dele. O outro, marcado com um X, era uma lembrança que tirara do pulso de um combatente agonizante. (O índice de com-Rolex dos guerrilheiros cubanos na Bolívia era de 12%, certamente um dos mais altos do mundo.)
Os relógios eram dois, mas há três por aí. Quem quiser pesquisar a herança de Guevara, pode começar investigando esse mistério."

Lamentável seu ponto de vista, publicado na UOL dias atrás. Parodiando mais uma vez os seus clichês e seus textos porcamente escritos : de boas intenções, o inferno está cheio !

Um grande abraço e melhor sorte da próxima vez.

Turu curitiba disse...

E ai Ferrez varias Correrias , mais as correrias certas né, gostei do texto e desse jeito, eles podem jogar ovos nas pessoas na calçadas, humilhar as pessoas em seus programa como vc disse , manipular, escravisar. Não acho que quem roubou esse cidadão sejam moradores de favela, Pode ser esses playboysinho viciados, ou metidos a ladroes q ta cheio na quebrada do Huck, Não sei quem foi mais o mone eu sei: Robin hood
Pro luciano huck so uma pergunta? que horas começa seu programa. hehe

Djalma Oliveira disse...

Ferréz, venho expressar minha indignação frente ao linchamento que você vem sofrendo no painel de leitores do jornal Folha de SP. Pensei em fazer meu comentário reproduzindo o último post do meu blog, porém, resolvi apenas convidá-lo para le-lô, e se achar conveniente, reproduzí-lo neste espaço. Força amigo, a Torpa da Elite está a postos com seu patrulhamento ideológico, com a intenção de manter tudo como está, um abraço!

Leia Silas disse...

Artigo - Resenha

As Pedras do Colecionador Sérgio Vaz

A Poesia ganhou a rua. A rua da amargura. E lá se cantou os lamentos dos excluídos sociais. A periferia sociedade anônima e seus brasileirinhos mestiços que, sim têm muito o que dizer; testemunhas humanas desses tempos de muito ouro e pouco pão, de Sem Terras, Sem Tetos, Sem Vozes; de lucros impunes, riquezas injustas, propriedades-roubos, principalmente em globalizados tempos neoliberais de paulistas privatizações-roubos (privatarias) e terceirizações neoescravistas promovidas na calada da noite por um picolé de chuchu. Que negócio é esse mano, do Brasil só ser rico para os ricos, não ser rico para os pobres? Pois é. O Poeta Sérgio Vaz é o redentor dessa labuta, desses cantares, desse povo que tem muito o que dizer também no letral. Sérgio Vaz recolhe as pedras dessas ruas, ele mesmo produz as suas próprias pedras, e, como disse Drumond que sempre “tem uma pedra no meio do caminho”, elas, finalmente foram editadas e, na obra literária “Colecionador de Pedras” de Sérgio Vaz - para não dizer que não falei de flores - trazem à tona o grito desses descamisados. Porque Sérgio Vaz escreve, declama – quem tem raça e sangue de próprio punho e pulso faz ao vivo - junta os poetas rueiros, cooperativa as palavras e os sentimentos. Vale ao vivo. O livro Colecionador de Pedras é isso: recolhes que explicitam a dor dos oprimidos. Brasileirices. Jogar areia nos nossos olhos? Arear a alma, isto sim, cara pálida. Acender pirilâmpadas. Poesia do chão das ruas abandonadas ao deus-dará, de becos, vielas, cortiços, comunidades, bibocas, favelas, todas cooperativadas num colar de macadames. Trincheiras poéticas. A arte que resiste e berra outros navios negreiros, outras moendas – vai vendo o poder das palavras, ele diz – e prefere Revolução sem R. Esse é o Sérgio Vaz, coração em chamas. Os estilhaços-pinceladas de poemas rueiros, conscientes e inconscientes, que latejam e volatilizam alma e coragem. Uma legião de pedras sem terem palanques, a não ser as comnidades-palanques, as esquinas, bares, casas e acontecências...e sofrências. Pra mim, as Pedras do Sérgio Vaz são também as sandálias desse Colecionador. Já pensou que cicatrizes? Ave Sérgio: habemus poemas com a cara e a coragem brasileríssima. Resistir no letral? Que possa ser. Poemas-pedras. Quebram vidraças e erguem castelos, derrubam muros, pois, como disse Clarice Lispector, há dias que lambemos paredes. Ainda mais nessa áfrica-utópica-panamérica-sampa da força da grana que ergue e destrói coisas belas... Carbonários, noiteadeiros, marginais, pagodeiros, uni vozes. Até porque tem sempre alguém apontando uma pedra pra nós: uma pedra-olhar de discriminação, de constrangimento, uma pedra-não de falsos sins; uma pedra-toleima, pedra pão dormido, pedra além da casagrande e senzala, pedras esmolas. Mas poetas não são pidonchos. Se a arte é libertação, de alguma maneira podemos resistir na arte. É isso que Sérgio Vaz faz como serventia de ser cidadão e impregnar de lirismo e dor os gritos pairando nos ares dessa desvairada paulicéia de ameríndios e afrodescendentes. E há pedras-lágrimas. O badame dói. A cetra estica, agoniza mas não morre. E ele ainda poeta: “Que a pele escura/Não seja escudo/Para os covardes/Que habitam a senzala/Do silêncio(...)Porque nascer negro é consequência/Ser (NEGRO) é Consciência(...)”. Esse Sérgio Vaz tem a minha cara, a sua cara, a nossa cara, somos milhões descendo para o asfalto da selva urbana de estátuas e cofres, e temos muito o que dizer. Periga ler, tá ligado. Sente o clima? A alma dos acorrentados de alguma maneira vaza. E alguém com sensibilidade e talento coleciona pedras-poemas. E o menino-poeta-rueiro-(porque colecionador tem que andar-se muito) ainda traz a sua infância (pobretriste) consigo: “Não faço Poesia/Jogo futebol de várzea/No papel”. Lindo. Poesia pura. Poéticas fintas garrinchais nos dribles do olhar/sentir/dizer-(se) em fragmentos-closes. O ócio é duro de roer. Ócios do ofício de escrever(se). Pedras quebram vidraças, desfazem brumas e clareiam espectros. Porque a bala de hortelã que não compramos no farol; porque o olhar humilhante que damos com olhos de palha na rua para os rejeitados, é o mesmo que por dias, anos; de milhares de insensíveis com gatilhos de censura alimentam o ódio daquele que rumina a dor de ser excluído, até um dia o descaminho da falta de estrutura total colocar o serzinho entre a droga e o grito contido, então, com uma arma na mão, o desprezado (dívidas sociais históricas), já não pede, e nem implora, exige - mãos ao alto! E então, meu irmão, a bala perdida sempre acha o seu alvo-qualquer-um-de-nós com nossos falsos muros de lamentações. “Ah!, é permitido sorrir” – diz Nelson Maca na última capa do livro(...) “Poeta marginal, sugere alguns...depende de que lado da margem...” diz Toni C (Hip-Hop a Lápis) também no mesmo espaço. Mas o arco-íris marrom dói na consciência histórica. Há margens, moinhos, moendas, e há o avesso do haver-se. Subindo a ladeira mora a noite? Sim, meus irmãos: não há sensações no esquecimento. Sérgio Vaz escreve sobre a sua dura realidade emergente, recolhe essas pedras, violências, medos, carências, pensamentos vadios. Ele mesmo é todas as comunidades. Quase todos os heróis são sonhadores?. E coloca a alma para respirar: “No orfanato/As crianças/Pedem esmolas/Com os braços abertos(...)” Anjos caídos agradecem. Antes mesmo que colecionar “pedras”, Sérgio Vaz dá testemunho de seu tempo, de seu povo, de seus tantos lugares. E os cantos desses tempos-povos-lugares. A periferia cooperativada em busca de justiça histórica agradece. Nós temos um sonho. Que a poesia nos liberte de tantas amarras (de todas as matizes e chorumes e escrevivências) dos filhos deste solo. Amém. Saravá, Castro Alves! Nosso cartão de crédito não é uma navalha na alma: é um poema na veia!

-0-

Silas Correa Leite
E-mail: poesilas@terra.com.br
Site: www.itarare.com.br/silas.htm
Autor de Campo de Trigo Com Corvos, Contos, Editora Design

Carolina salcides disse...

Ferréz!

Todo dia passo por aqui para ler o que você anda aprontando de novo...
me orgulho ainda mais de você e dessa missão que não é nada fácil, mas você tem fé e coragem e força para seguir adiante, e deve. "Estava escrito no teu destino", lembra?!

Também não fui de turista para Recife... ninguém acredita que não tomei banho de mar... mas molhar os pés bastou, e olhar para o céu e agradecer a oportunidade.
"Porque ser o que você é, fazer o que gosta e precisa ser feito com ousadia e confiança, te leva a lugares nunca antes imaginados..."

Não nos falamos ainda desde que terminou a Bienal, na verdade não consegui me organizar ainda, mas combinamos manter o contato, no entanto não me deixaste teu e-mail e não achei em lugar nenhum, o meu está no meu blog FADAS E POESIAS, pega lá e me manda o teu por e-mail...

Estou lendo teu livro, O Manual Prático do Ódio... comecei a ler no avião e não parei mais... depois meu irmão vai ler... lembra o que falei dele?

Well, Recife deixou saudades... mas, tanto eu quanto você não estamos nesse mundo a passeio. Tem muito caminho ainda pela frente...

Luz para nós.

Força na tua missão, magia, sabedoria e intuição. Segue a tua verdade. Sempre!

Beijos alados do sul....

flap flap flap.........

Ká.

Carolina salcides disse...

Ferréz!

Todo dia passo por aqui para ler o que você anda aprontando de novo...
me orgulho ainda mais de você e dessa missão que não é nada fácil, mas você tem fé e coragem e força para seguir adiante, e deve. "Estava escrito no teu destino", lembra?!

Também não fui de turista para Recife... ninguém acredita que não tomei banho de mar... mas molhar os pés bastou, e olhar para o céu e agradecer a oportunidade.
"Porque ser o que você é, fazer o que gosta e precisa ser feito com ousadia e confiança, te leva a lugares nunca antes imaginados..."

Não nos falamos ainda desde que terminou a Bienal, na verdade não consegui me organizar ainda, mas combinamos manter o contato, no entanto não me deixaste teu e-mail e não achei em lugar nenhum, o meu está no meu blog FADAS E POESIAS, pega lá e me manda o teu por e-mail...

Estou lendo teu livro, O Manual Prático do Ódio... comecei a ler no avião e não parei mais... depois meu irmão vai ler... lembra o que falei dele?

Well, Recife deixou saudades... mas, tanto eu quanto você não estamos nesse mundo a passeio. Tem muito caminho ainda pela frente...

Luz para nós.

Força na tua missão, magia, sabedoria e intuição. Segue a tua verdade. Sempre!

Beijos alados do sul....

flap flap flap.........

Ká.