Blog do escritor Ferréz

lançamento do Buzo imperdível, e texto de Vaz.

Salve lokos da litera cura!

O lançamento do livro do Buzo está chegando, a segunda edição do livro "Guerreira"que agora sai pela editora Global, e faz parte da coleção literatura periférica está com o dia marcado.
confere ai o convite, e pode ter certeza, quem é periferia vai colar...



O Bangue vai ser na Livraria Nobel, quem perder tá de vacilo.

Agora confere o texto que o poeta-raivoso-cachorro-loko-vagabundo-nato-guerreiro-até-umas-horas- Sérgio Vaz escreveu em seu blog. é isso ai Vaz...fogo na cumbuca.

Zé povinho é o caralho.

Por conta do bom momento que vive a literatura na periferia, vários intelectuais estão escrevendo que a gente só fala de violência e que produzimos uma literatura menor. Salvo raríssimas exceções, os poucos intelectuais que gostam da gente tem medo de nos defender. Covardes! Pode até ser que o tema violência seja uma constante, mas pregamos, constantemente a paz.Haja visto a quantidade de bate-papos, recitais, oficinas que são feitos gratuitamente nas escolas públicas das quebradas. Gente com eu, Buzo, Ferréz, Sacolinha, entre outros, temos cultivado a palavra no meio da molecada, pregando o amor ao livro e a escola.Caralho, esses filhos da puta só sabem falar mal da gente, então por quê eles não fazem? Temos vários endereços de escolas na periferia para eles palestrarem e mostrar o quanto são sábios. Sim, várias escolas que mais parecem presídios. Pois é, é dessa violência que nós falamos.Passem pela manhã por alguns botecos para ver uma legião de desempregados dividindo uma dose de pinga para sustentar a frustação de não poderem alimentar uma família.Alguém deles quer tomar um café num barraco todo de madeira com o esgôto passando pelo quarto, ao lado dos ratos? Ninguém quer, nem nós, é por isso que lutamos. É dessa violência que falamos.Alguns desses ilustres pensadores já tomaram uma geral da polícia nos moldes: "Mão pra cabeça vagabundo!", mesmo com a carteira assinada ou o holerite no bolso? Ser suspeito apenas por morar da ponte pra cá? É dessa violência que falamos.Quando estiverem passando mal de saúde me avisem que eu vou marcar uma consulta no hospital Campo Limpo pra eles. "Dor nas costas? Aspirina! Câncer na próstata? Aspirina! Meningite? Aspirina!", é dessa violência que falamos.Pois é, mesmo sob toda esses contras e o preconceito da academia, nós estamos nas escolas falando de literatura e recitando poesia. Editando livros e mais livros, realizando sarau e mais saraus nos botecos que substituem os museus, cinemas, blibiotecas que eles tem a primazia de frequentar.Vão tomar no cu. Vão pras putas que os pariram. Se querem fingir que moram em Paris, que se fodam, mas não atrapalhem a nossa caminhada. Se querem ficar masturbando a literatura em mesinhas de bares da moda, tem todo o direito, mas não fiquem falando sobre o que não conhecem.País do caralho, país de bosta, lugar de gente medíocre, hipócritas, abutres miseráveis, só mesmo num país como esse é possível ver artistas , escritores, intelectuais ricos e famosos com raiva do Zé Povinho, só porque está escrevendo livros. É possível acreditar nisso?Como eu disse anteriormente, a periferia é um país dentro do Brasil.

Somos os mexicanos da elite?

Nem fodendo. Viva Zapata!

"Tô com o zóio pegando fogo".

Um sorriso no rosto e os punhos cerrados,

Sérgio Vaz

Um comentário:

Dinha disse...

Falo por mim:
Pregar a paz, só se for aquela que Ghóez deixou de exemplo:
"Na rima dos meus versos tem tambores ancestrais. Por isso, quando eu canto a guerra periferia ouve a paz".
Não troco as armas pela caneta. Acrescento a caneta, os livros, às armas que já temos.
Se não tiverem medo da gente, vão passar nas favelas nos dando cascudos...
É isso. Medo que têm. Por isso falam demais.
Que morram de medo mesmo. E de inveja.