Blog do escritor Ferréz

L.M. 2 Aconteceu

Já num era seis da tarde, quando a barraca do Saldanha já dava sintomas do que a noite traria.
a disputa pelas mesas já era visível, eu que estava do outro lado de sampa buscando o Chico César, presenciei já umas 40 pessoas quando cheguei.
afinamos os microfones, comprimentamos os parceiros e parceiras, e as 7 da noite demos início ao segundo encontro Literatura Marginal, que tinha como tema, literatura e periferia quais os caminhos?
a casa foi enchendo, e Maurício Marques foi o primeiro a recitar, seguido pelo comovente depoimento de Lobão que lembrou do Briga e do Marcelo (assassinados numa chacina uma semana antes do primeiro encontro l.m.) dava pra ver que ele leu o seu poema emocinado e com as mãos tremendo, e detalhe, o pai do Marcelo tava escutando atentamente todo a poesia, algo realmente tocante.
Mas como talento eles não matam de calibre, Led que é poeta e cadeirante recitou um poema onde falava da batalha entre sua ida para o sistema e sua volta para a cultura.
Logo depois eu chamei o Euler para amenizar um pouco e deixar um sorriso nos nossos corações.
Augusto fez questão de subir no palco assim como fez o Maurício, depois foi a vez do rapper Aice recitar um pouco da nova geração de letristas do gueto.
Cacá também mandou muito, seguido por Dirua e Josiel.
Mavot recitou sozinho, mas no final chamou sua esposa Lú que como num disco bem mixado chegou com uma poesia logo em seguida.
Então o Blogueiro Renato Vital recitou e foi seguido por Casulo, Ronaldo, Ronaldo do 77.
Akins Kinte como sempre quebrou a banca e com muito malício mostrou o valor do preto do gueto.
Biblioteca Êxodus colou e trouxe as crianças do projeto, que recitaram uma poesia e depois uma letra de minha autoria: Periferia lado bom, seguidas por Ylsão e MC tó do grupo de rap Negredo.
Então so veteranos tomaram o microfone e foi a vez de Sérgio Vaz recitar Porém, logo seguido por Flávio e Jarrona que fez uma performance marcante.
Então anunciei direto de Catolé do Rocha o músico e agora poeta Chico César, que recitou os poemas do livro Cantáteis. Não sei explicar como arrumaram tão rápido um violão, e ele tocou três músicas, entre elas, É só pensar em você, e Mama África.
Logo depois Eduardo, Jairo, Ridson, Alan, Elisangela, Saldanha finalizaram a noite mais quente de São Paulo.
o Tema sobre literatura e periferia continuou em cada conversa que varou a madrugada na barraca.
eu e a 1DASUL agradecemos a participação de todos, que fizeram uma noite tão bonita e também a ajuda inestimável de Aice, Elaine, Cebola e Saldanha que me ajudaram a organizar o evento, provando que a arte pode se procriar em qualquer lugar, e quem faz a cara da quebrada somos nós.
Ferréz

4 comentários:

Choque Elétriko Sideral disse...

queremos ver fotos, muchas fotos do LM 2. e audios, muchos audios de muchos poemas que deram vida a essa explosão de vida na cidade, na qual nuesta Maloka Elektrika, infelizmente, não esteve presente!

¡saludos fraternos!

edugmg disse...

E aí Ferrez:
Aqui é o Eduardo que leu um texto lá na barraca do Saldanha, de politica e tal, p falar do encontro, vou citar facçao central: " Sucesso nao é carro, dinheiro e vagabunda, é injetar ódio na cabeça do conformado, informaçao no desinformado, auto estima no derrotado...", e é isso que vc tá fazendo, tamo junto e misturado, um abraco Eduardo Godoy

Tulio disse...

Olá! Acabei de "conhecer você" estava procurando a importância da literatura na formação da cidadania das pessoas para um trabalho de português, quando vi sua entrevista publicada no site da uol, finalmente achei algo! Creio que a maioria de meus colegas se não todos cairão na mesmice, pois não falam da literatura com paixão e vêm a mesma como algo antigo e desatualizado. Porém vc me mostra o contrário que está havendo um MOVIMENTO contra a mídia massificante, saindo do "padrão de comentários já esperados e opinião pré-formadas e solidificadas".
Eu gosto muito de escrever sempre gostei mas faz pouco tempo que percebi que um texto só fica bom, se ele ter sentimento vc tem que ir além dele, o texto tem que ser mais que algumas palavras, tem que nos fazer sentir algo, tem q ser arte.
Espero que leia este post, e fica a pergunta pra você qual é a importância da literatura na formação da cidadania,
Túlio Maia Franco (Niterói-RJ)
tulio90@hotmail.com

Mjiba disse...

Salve, Ferrez!!!
na paz???
você errou meu nome...
Elizandra...
Foimaravilhoso essa troca de ideias..pena que cheguei um pouco tarde, e muito obrigada pela consideração...
Axé!!!
Elizandra