Blog do escritor Ferréz

Coisa ruim sempre vem em três.

Salve
Vocês já ouviram falar que coisa ruim só vem em três? porra to achando que isso é a mais pura verdade, eu odiei dar a notícia da morte do Disco D, e já tava com outra pra falar, dessa vez de uma pessoa que foi muito mais próxima e me ajudou muito na carreira, além de ter somado para a construção da biblioteca do projeto perifeira Ativa, e não só isso, era um dos maiores seres humanos que conheci, a alemã Ray Gude, que era chamada de Raynha dos escritores brasileiros, quem tem livros traduzidos sabe da importância do seu trabalho e da sua agência, além da elegância que ela esbanjava, sempre falando baixinho e comedidamente.
A morte de Ray, levada pelo câncer foi a segunda notícia ruim do ano, tanto que até demorei para postar, fiquei abalado porque ela tinha me mandado um e-mail no final do ano, e eu respondi mas não recebi a resposta, coisa que ela nunca deixava no ar. depois num bilhete da Muareen veio o recado, ela havia falecido.
agora a terceira (e tomara que seja a última), fiquei uma semana lendo o ótimo álbum "o Fotógrafo"uma viagem no Afeganistão, e estava doido para indicá-lo a todos, pois é a obra fotografia+quadrinhos+jornalismo mais fantástica que já vi, e quando fui pesquisar o preço para indicar que é R$ 41,40, direto pelo site da conrad editora, que está num preço muito bom, por se tratar de uma obra de capa dura, e de fotografia, descobri que Didier Lefèvre havia falecido, a apenas 4 dias.
ele fez três albuns, o primeiro está disponível pela conrad, ai vai um release do trabalho.


O Fotógrafo - Volume 1 Guibert, Lefèvre e Lemercier Fotografia e quadrinhos para contar a Guerra do AfeganistãoO Fotógrafo é uma das principais provas de que o jornalismo em quadrinhos associado à obra de Joe Sacco já está virando um gênero. O livro lança mão das possibilidades estilísticas das fotos em preto e branco e da versatilidade dos quadrinhos para produzir um trabalho novo e relevante. O livro conta a história do fotógrafo francês Didier Lefèvre, que em julho de 1986 partiu para o Afeganistão acompanhando uma equipe dos Médicos Sem Fronteiras. Naquela época, o país estava em guerra, com tropas da União Soviética lutando contra os guerrilheiros mujahedin (que mais tarde instalaria o Talibã no poder). Lefèvre achou a experiência tão marcante que resolveu transformá-la em livro.Dividida em três volumes, a obra traz o relato pessoal da experiência de Lefévre no país, com as dificuldades e perigos enfrentados pelo profissional e pela equipe de Médicos Sem Fronteiras. A história é contada através da mistura de fotos em preto e branco do autor e quadrinhos assinados por Emmanuel Guibert, com diagramação e cores de Frédéric Lemercier. O primeiro volume chega ao Brasil em novembro pelas mãos da Editora Conrad. A edição brasileira contará com prefácio da diretora de MSF no Brasil, Simone Rocha, que também já esteve em missão no Afeganistão em 2004, quando durante dois meses visitou seis províncias de carro. Atualizando o conceito de jornalismo em quadrinhos, O Fotógrafo é essencial tanto como arte quanto para entender a complexa história do Afeganistão. Nº de páginas: 88 páginasFormato: 23x30 cmISBN: 857616-204-0N.Total de edições:03 exs
e aqui está a notícia oficial sobre sua morte, uma grande perda para os quadrinhos e a fotografia.

O fotógrafo francês e personagem principal do álbum O Fotógrafo, Didier Lefévre, morreu na noite entre os dias 29 e 30 de janeiro, vítima de um ataque cardíaco. Com 49 anos, Lefévre ganhou, no dia 27, o Angoulême, mais importante prêmio de quadrinhos da Europa, pelo terceiro volume de O Fotógrafo. Casado e pai de dois filhos, Lefèvre tornou-se mundialmente conhecido pelas coberturas fotográficas que realizava nas missões da ONG Médicos Sem Fronteiras, visitando ambientes em guerra para o auxílio das vítimas civis dos confrontos.
Sua primeira viagem ao Afeganistão , em 1986, rendeu-lhe a série em quadrinhos (ilustrada por Emmanuel Guibert e diagramada por Fréderic Lemercier) O Fotógrafo. A obra, em três volumes, mistura fotografia em preto e branco com a linguagem ágil dos quadrinhos para retratar a realidade de uma guerra cujas conseqüências são sentidas até hoje no país. Acompanhando os MSF, Lefèvre esteve em países como Libéria, Kosovo, Sri Lanka e Camboja.
A Conrad junta-se aos familiares, amigos e colegas de Lefèvre, lamentando a perda de um talentoso fotógrafo que declarava aos amigos: “Eu fotografo com o coração.
fica ai meu grande sentimento, principalmente porque os albuns de Lefévre são uma grande viagem para se entender o complexo ser humano.
meus sinceros sentimentos.
Ferréz

Um comentário:

José Guimarães disse...

É isso aí.
Coisa ruim quando acontece vem em seqüência.
Mas depois que melhora, em carradas.
Tomara que aconteça em breve com você.
Abraços.