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Ferréz na Folha

Salve Parceiros.
é quente, dia 25 é o aniversário de Sampa, e nada melhor que dar um texto contundente para seus moradores mais ilustres, os periféricos.
então dia 25 sai na Folha de S. Paulo um texto inédito meu, sobre a cidade do pecado, o nome do texto é "Metrópole de Aço", quem puder conferir, depois posta aqui o que achou, quem deixar passar batido, depois de uns dias eu publico aqui no blog.
é isso ai, expressando o que pensamos sempre, em qualquer trincheira, afinal a guerra tá definida.
Feliz aniversário São Paulo, se conseguir assoprar as velas.
Ferréz

11 comentários:

Pseudo disse...

Era uma vez uma centopéia que sabia dançar excepcionalmente bem com suas cem perninhas. Quando ela dançava, os outros animais da floresta reuniam-se para vê-la e ficavam muito impressionados com sua arte. Só um bicho não gostava de assistir à dança da centopéia: uma tartaruga.
Na certa porque tinha inveja.

"Como será que eu posso conseguir fazer a centopéia parar de dançar?", pensava ela.

Ela não podia simplesmente dizer que a dança da centopéia não lhe agradava.
E também não podia dizer que sabia dançar melhor que a centopéia, pois ninguém iria acreditar. Então ela começou a bolar um plano diabólico.

A tartaruga pôs-se, então, a escrever uma carta endereça da
à centopéia: "Oh, incomparável centopéia! Sou uma devota admiradora de sua dança singular e gostaria saber como você
faz para dançar. Você levanta primeiro a perna esquerda número
28 e depois a perna direita número 59, ou começa a danço erguendo a perna direita número 26 e depois a perna esquerda número 49? Espero ansiosa por sua resposta. Cordiais saudações tartaruga".

Quando a centopéia recebeu esta carta, refletiu pela primeira vez na sua vida sobre o que fazia de fato quando dançava.
Que perna ela movia primeiro?
E que perna vinha depois? E você sabe, Sofia, o que aconteceu?

- Acho que a centopéia nunca mais dançou.

- Foi isso mesmo. E é exatamente isto que pode acontecer quando o pensamento sufoca a imaginação.
Jostein Gaarder

Digamos que você é a centopéia. Me lembrei de você do sua preocupação com faculdade, quando tava lendo isso. Desculpe a ignorancia, mas foi o que eu já li a seu respeito.

Isabelle disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
unbsempreconceitos disse...

Porra Ferréz, arrebentou velho! Estou definitivamente emocionado. "onde a elite branca brinca de Nova York perante o carro blindado sempre estacionado na zona sul"
Quando eu tiver palavras pra falar o que tá rolando eu posto aqui algum comentário...
Gustavo - Brasília - Outra terra da exclusão.

Doney disse...

Achei o texto ótimo e, não esperava nada diferente.

Só discordo da companheira que escreveu acima. Nós temos, sim, que escrever/falar para os alienígenas, mostrar que existe o outro lado. Se nos fecharmos, eles se fecharão, também. E nós estamos perdendo, ao que parece.

Às vezes vejo uns textos do Ferréz algo que demonizando àqueles que têm um pouco mais. Do que eu discordo.
Hoje, tenho a visão que tenho, por ter passado certas dificuldades que não escolhi passar. Não tive mérito nenhum. Apenas aconteceu e, eu odiava (e odeio) com todas as forças que àquilo estivesse (e esteja) ocorrendo.
Se eu tivesse nascido em outra posição, não seria o que sou. É só. Se estivéssemos lá, talvez agíssemos pior que eles, é bom pensar nisto.

Tratar os mais abastados como inimigos é muito fácil.
Há dois lados da corda querendo puxar uma guerra. Eu não daria o primeiro tiro, nem atacaria a primeira pedra, novamente.
Eles estão cegos, na cegueira que Saramago nos alerta.
Ferréz e outros, estão ajudando a jogar a luz.
Espero que eles acordem. Não espero derrotá-los. Vamos juntos.
É isto.

IVONE disse...

Ferréz

O seu texto de hoje na Folha de São Paulo é a expressão do cotidiano dramático que mofa os nossos olhos,São Paulo é assim, mas na minha Porto Alegre presenciamos estas tragédias urbanas. Sou professora, vou repassar para os meus alunos.Parabéns,que bom que você existe. Ivone Bengochea

Renato disse...

Eu li o texto lá mano. Fiquei de cara. Sinceramente, impressionado. Dividindo a página 3 da Folha com o senhor prefeito da cidade.

Parabéns. Mandou ver.

Angela disse...

Parabéns Ferrez pelo seu texto publicado na Folha de SP no aniversário de Sampa.
Quem é filho de São Paulo como eu e como nós, sabe que essa mãe nos oculta, nos tira e nos omite muitas coisas.
Hoje eu tive de deixar minha mãe para encontrar abrigo em outra metrópole de aço, não tão grande e não tão cheia de "oportunidades" como minha mãe de sangue, mas aqui estou encontrando alguns caminhos que me levam a um lugar melhor.
Parabéns! Continue escrevendo as coisas que nós, mesmos irmãos, filhos da mãe que abandona, sentimos e pensamos todos os dias.

Angela.
Brasília/DF

Angela disse...

Parabéns Ferrez pelo seu texto publicado na Folha de SP no aniversário de Sampa.
Quem é filho de São Paulo como eu e como nós, sabe que essa mãe nos oculta, nos tira e nos omite muitas coisas.
Hoje eu tive de deixar minha mãe para encontrar abrigo em outra metrópole de aço, não tão grande e não tão cheia de "oportunidades" como minha mãe de sangue, mas aqui estou encontrando alguns caminhos que me levam a um lugar melhor.
Parabéns! Continue escrevendo as coisas que nós, mesmos irmãos, filhos da mãe que abandona, sentimos e pensamos todos os dias.

Angela.
Brasília/DF

Angela disse...

Parabéns Ferrez pelo seu texto publicado na Folha de SP no aniversário de Sampa.
Quem é filho de São Paulo como eu e como nós, sabe que essa mãe nos oculta, nos tira e nos omite muitas coisas.
Hoje eu tive de deixar minha mãe para encontrar abrigo em outra metrópole de aço, não tão grande e não tão cheia de "oportunidades" como minha mãe de sangue, mas aqui estou encontrando alguns caminhos que me levam a um lugar melhor.
Parabéns! Continue escrevendo as coisas que nós, mesmos irmãos, filhos da mãe que abandona, sentimos e pensamos todos os dias.

Angela.
Brasília/DF

Angela disse...

Parabéns Ferrez pelo seu texto publicado na Folha de SP no aniversário de Sampa.
Quem é filho de São Paulo como eu e como nós, sabe que essa mãe nos oculta, nos tira e nos omite muitas coisas.
Hoje eu tive de deixar minha mãe para encontrar abrigo em outra metrópole de aço, não tão grande e não tão cheia de "oportunidades" como minha mãe de sangue, mas aqui estou encontrando alguns caminhos que me levam a um lugar melhor.
Parabéns! Continue escrevendo as coisas que nós, mesmos irmãos, filhos da mãe que abandona, sentimos e pensamos todos os dias.

Angela.
Brasília/DF

Isabelle disse...

considero o blog um espaço para debates, então vamos lá.
quanto ao posicionamento contra a Folha de são Paulo, não implica dizer que eu critico aqueles que aparecem nas páginas do jornal.
a postura contra o veículo se trata de uma discordância da linha editorial, o que despertaria uma discussão ainda mais longa do que a que estamos tentando travar aqui.
quanto à frase da Ivone "Ferréz e outros, estão ajudando a jogar a luz", sou obrigada a discordar consideravelmente. Que luz é essa? Seria consciência?
que os textos do nosso escritor paulistano são ótimos não temos dúvidas. incitam reflexões e são densos, de conteúdo e de sentimento. quanto à 'luz'... não sou afeita a essa expressão. conheço pessoas que lêem Ferrez como quem lê Hemingway ou João Antônio e não vêem diferença. falta o q? inteligência?
a 'luz' existe? se existe, onde foi parar?
estamos no escuro, 'companheiros'.